quarta-feira, 22 de junho de 2011

Venenos e purezas

Meus sentimentos tem oscilado muito nesses últimos dias. E quando penso ter descoberto a verdade das coisas posso estar totalmente enganada.

"A vida é um sonho, acorde!"

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Da saudade à raiva

É incrível como a TPM pode alterar os sentimentos da mulher para com o mundo. Eu estava morrendo de saudade do meu marido que está viajando e por causa de uma coisinha meus sentimentos em relação à viagem, à distância, ao que parecia normal e agora é inacreditavelmente absurdo estarmos separados por rotinas tão diferentes. O amor se tornou raiva. Raiva por ele estar se divertindo sem mim e eu trabalhando. Trabalhando em casa sozinha principalmente. Eu não acredito que eu estava me esforçando em não sentir sua ausência e sendo feliz sozinha, rezando, fazendo coisas que estavam atrasadas e trabalhando com mais atenção nas menores coisas para aprender a valorizá-las. Eu estava quase conseguindo um estado profundo, num autoconhecimento até perceber que estava enganada pela minha ilusão. De repente parece que tinha uma cortina em meus olhos. Ou como acreditam os budistas... Agora é que tem uma cortina que está cobrindo meu rosto e distorcendo a pureza dos momentos. Eu deveria estar também muito feliz ao invés de deixá-lo triste pelo meu aborrecimento, pelo meu arrependimento e por conta da minha péssima forma de lidar com o inesperado.

Mas parece que só consigo ficar distante dele por uma semana, depois disso eu mudo muito, além da TPM terrível que me encontro agora. Preciso voltar a acupuntura para melhorar esse lado, só meditar parece não resolver totalmente ou não estou sabendo controlar o cavalo selvagem que habita o minúsculo celeiro que é a minha mente, minha meditação deve ser muito xula. Hoje meu ego está assim:

- pronto para dar um safanão na cara de alguém;

- suando o corpo inteiro;

- olhos quentes e amarelados;

- rindo sarcásticamente;

- com uma vontade de sacodir os ombros querendo dizer "deixa, não ligo";

- olhando o celular toda hora e com vontade de tacá-lo na parede;

- deixei-o no vibracall porque até o toque tá me irritando;

- estou com uma calça florida que acho linda, mas se alguém disser que parece pijama... O tempo vai fechar.



Hoje, estou indisponível apesar de muito disposta... Disposta para o mal.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nana neném...

Na noite anterior foi que eu percebi que não estou conseguindo dormir por causa da ausência do Giuseppe. Nós tivemos muita dificuldade em aprender a dormir juntos diariamente e agora que nos acostumamos estou sentindo falta de sua presença. Tenho acordado durante o sono e até sentado como se estivesse procurando algo, muito preocupada com algo. Acredito que tenho falado durante a noite também. Antes de dormir rezei bastante no quarto e deitei encantada com a vida, com o divino. Rezar pareceu que ia fazer efeito, mas continuei acordando durante o sono. Estranhamente, durante o dia eu não tenho sentido cansaço ou sono. A agitação do sono não tem atrapalhado meu rendimento.

Não tenho olhado muito nossas fotos juntos para não sentir saudade, mas antes de começar a rezar parei para repara nas fotos que estão na cabeceira e pensei:
_ Como posso, às vezes, sentir tanto sua falta se logo estará de volta em casa, se nos falamos diariamente com tanta alegria?
E prossegui no pensamento...
_ E se você tivesse morrido como eu estaria agora?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Baby come back!

Há pouco tempo passei a considerar de suma importância ter um diário pessoal, mas faz tempo que não escrevo no meu. Assim como também faz tempo que não escrevo nesse blog. Não que eu não tenha o que escrever, me falta tempo mesmo. Penso em coisas magníficas e quando vejo o dia acabou e sinto muito cansaço para conseguir raciocinar novamente e escrever. Bem, confesso que estou usando um tempinho do trabalho para poder escrever essa carta... Que meus colegas não saibam haha Mas corri com algumas coisas para sobrar-me esse tempinho precioso. Vamos lá...

Faz 1 semestre que casei e muita coisa já aconteceu e ao mesmo tempo sinto que é um trisquinho na linha da vida. Na minha opinião, sinto que já nos adaptamos a rotina da casa e aos costumes diários de cada um. Nos 3 primeiros meses foi bem difícil e nos estressamos várias vezes. Cheguei a me perguntar se ia ficar assim pra sempre, mas vi que eu precisava ceder e relaxar e o resultado foi bom. Eu estava ficando cada vez mais nervosa à medida que a casa ia bagunçando e sujando. À medida que tinha que acordar o marido para ir trabalhar na mesma hora em que eu também vou e ele fazia corpo mole, me dava nos nervos. Afinal, tínhamos que acordar juntos e não eu acordar ele - eu pensava. Toda manhã é mesmo uma correria e não adianta deixar ficar pior. Tomar café juntos emburrados não é lindo para um casal recém casados. Se arrumar gritando também não é nada romântico. E a cobrança é péssima.
Quando vemos que um dos dois ou os dois não conseguem cumprir as tarefas que haviam acordado antes do casamento, é hora de rever e olhar a nova realidade. Talvez o problema não seja mesmo o outro. Algumas rotinas não favorecem.
Fui retomando também o amor de Deus e tudo o que é o meu amado e que nos fez estar ali juntos. Ainda bem que percebi a tempo. Eu estava perdendo um momento lindo que é o início do casamento. Ficar estressada com as tarefas domésticas, com as divisões, etc, e descontar no outro não leva ninguém a lugar algum... Ou leva... A um casamento mal sucedido. Lembrei também da minha psico que sempre me dizia para parar de projetar o futuro e deixar que isso atrapalhasse o meu presente. Que eu deveria deixar a vida acontecer naturalmente e curtir cada momento, cada momentinhozinho, com bastante mega ultra emoção. E graças a Deus, graças a minha psico, graças a paciência de Jesus, graças à compaixão do Dalai Lama, graças aos ensinamentos de Lama Tsering e Chagdud Tulku Rinponche e meus amigos da sangha eu tenho a oportunidade de experimentar o dharma, experimentar as mudanças boas que a vida tem a nos oferecer e ferramentas para remover meus obstáculos e venenos. Posso afirmar que sou cada vez mais feliz quando compreendo, quando amo mais e quando pratico o dharma e o cristianismo. E quando dou abertura para o meu próprio coração para enxergar os sentimentos dos outros... E do meu amado.

Para algumas pessoas é normal ter o(a) companheiro(a) sempre distante, que sempre precisa viajar a trabalho, mas para mim essa realidade é estranha. Giuseppe precisou atravessar continentes para visitar um tio muito doente e aproveitar as férias para visitar os outros parentes também. Ele não queria ir porque eu não poderia ir junto por conta do trabalho, confesso que bateu um medo da distância, embora fosse por uns 20 dias apenas, mas motivei-o a ir porque era muito importante e necessário. Tentei não demonstrar que eu ia sentir a falta dele em casa e tranqüilizei ele e a mim quanto a isso. Ajudei-o a fazer as malas e aproveitei e fiz uma listinha de coisas para comprar durante a viagem e trazer. No fundo, é algo natural porque ele ia visitar parentes em uma terra que já conhecia. Do que eu teria que ter medo? Mas eu fiquei tão ansiosa no dia do embarque, mas tããão ansiosa que dirigi igual uma doida seguindo-os a caminho do aeroporto. Fiquei super estressada com o engarrafamento na Marginal Tietê e coloquei a culpa em todos eles porque não saíram mais cedo sem mim. No fim, chegamos a tempo. Foi a primeira vez que estive em um aeroporto e fiquei impressionada com o tamanho da estrutura e com a quantidade de estrangeiros. Deu tempo até de tomarmos um lanche juntos antes do embarque. Giuseppe e eu preferimos pizza com suco e depois café. Na despedida eu era a única que não estava emocionada. Acho que me preparei tanto para algo que deveria ser tão natural e normal que não foi nada doloroso. A preocupação mesmo era da segurança do avião. No retorno para casa segui meu sogro até certo ponto, depois segui sozinha em frente pela Marginal Pinheiros. Era tarde da noite e tinha muitos doidos ao volante. Então pensei quão perigoso é estar ao volante e sem companhia para me auxiliar, à noite, na Marginal, a 90km/h. Naquele momento o avião parecia bem menos perigoso e fiquei mais tranqüila com isso.
A primeira noite dormindo sozinha foi estranha porque não conseguia pregar os olhos e meu estômago... Vixi, não conseguia parar de pensar no pedaço de pizza de 2 queijos... Coloquei tudo pra fora às 4:00 e consegui dormir. O dia seguinte foi tão estranho por conta do mal estar que nem pensava direito na viagem. Fora que tinha marcado a castração do meu cachorro Toddy, cuidando dele ficou ainda mais difícil sentir ansiedade por causa da viagem. Ele ligou ao chegar e fiquei muito feliz. Pode ser mesmo que a ansiedade tenha me causado a má digestão e não a pizza em si que estava ruim (como disse minha madrinha).
Nos 3 primeiros dias não conseguia fazer nada em casa porque só pensava o quanto ele me ajuda e como faz falta ter alguém para conversar durante as atividades (coisa que já temia sentir). No 4° dia criei vergonha na cara e voltei à rotina. Estamos nos falando com freqüência e a saudade me faz olhar mais para o homem bondoso, carinhoso e amoroso que ele é.
Ai ai te amo!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Fala

Já postei o vídeo dessa música aqui uma vez e repito-o porque preciso reforçar que saber silenciar-se na vida a dois, o respeito, a compaixão, deve ser a Filosofia da Arte de Amar...

Fala
(João Ricardo e Luli)
Interpretada por Secos e Molhados

Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto
Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá. lá, lá, lá
Fala
Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto
Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Fala


Mas rola na internet que essa música é o "melô do psicanalista"... ai ai ai
Acho que vou dar essa múscia para minha terapeuta, já que ela também gosta do Ney rs Fará muito sentido.

Vitoriosa

A arte de reconhecer e agradecer através da música à vida da esposa, da namorada...

Vitoriosa
(Ivan Lins e Vitor Martins)

Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa...

Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza...

Quero toda sua pouca castidade
Quero toda sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além...

Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Que a vida pode ser maravilhosa...

Quero toda sua pouca castidade
Quero toda sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além...

Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Que a vida pode ser maravilhosa...

Ainda bem...

E a arte de agradecer a presença do marido...

Ainda Bem
(Vanessa da Mata e Liminha)


Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me mandam são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me mandam são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Entre tantos outros
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Nosso encontro
Nós dois, esse amor.

Entre tantas paixões
Nosso encontro
Nós dois, esse amor.


Galarina, esposa de Salvador Dalí, foi sua única mulher na vida. Ele dizia que o seio de sua amada era como o bico do pão que o alimentava. Que com sua beleza e força facilmente ela dominava uma cobra - representada em forma de pulseira no punho esquerdo. Claro que essa cobra representa o próprio Dalí.
Galarina largou tudo quando conheceu Dalí, que era muitos anos mais jovem do que ela. Largou a cidade, um marido, também pintor, e uma filha.


Ele sentia que o tempo era tão cruel, apesar de lento e mole quando estavam apaixonados, se amando.

Dalí, faleceu triste, velho, só em um de seus castelos e doente após poucos anos da morte de sua amada.